17/08/07

FOSTE

Ela era a mais bonita, e elegante.
A mais legal, a mais popular.
Super estudiosa, melhor dançarina.
Ela era uma amiga espetacular.
A mais bem humorada e antenada.
Definitivamente a mais “coll”!
Ela era a mais sexy, entusiasta e desprendida.
Tão doce, solícita e prestativa.
Ela era a melhor filha, melhor irmã, melhor namorada.
Espirituosa, tão autêntica e espontânea.
Ela era tão destemida e confiante. Era tão forte.
Morreu de olhos abertos para vida que desperdiçou.
Ela era várias coisas de fato. Aliás, como todos que conheci.
E como muitos. Só não era mais forte do que EU. {clique

Ouvia ao escrever L’Aventura (Legião Urbana omnia vincit)

08/08/07

Não existem homossexuais

Acreditar que um adjetivo se converte em substantivo é uma forma de moralismo pela via errada.
NÃO CONHEÇO homossexuais. Nem um para mostrar. Amigos meus dizem que existem. Outros dizem que são. Eu coço a cabeça e investigo: dois olhos, duas mãos, duas pernas. Um ser humano como outro qualquer. Mas eles recusam pertencer ao único gênero que interessa, o humano. E falam do "homossexual" como algumas crianças falam de fadas ou duendes. Mas os homossexuais existem?A desconfiança deve ser atribuída a um insuspeito na matéria. Falo de Gore Vidal, que roubou o conceito a outro, Tennessee Williams: "homossexual" é adjetivo, não substantivo. Concordo, subscrevo. Não existe o "homossexual". Existem atos homossexuais. E atos heterossexuais. Eu próprio, confesso, sou culpado de praticar os segundos (menos do que gostaria, é certo). E parte da humanidade pratica os primeiros. Mas acreditar que um adjetivo se converte em substantivo é uma forma de moralismo pela via errada. É elevar o sexo a condição identitária. Sou como ser humano o que faço na minha cama. Aberrante, não?Uns anos atrás, aliás, comprei brigas feias na imprensa portuguesa por afirmar o óbvio: ter orgulho da sexualidade é como ter orgulho da cor da pele. Ilógico. Se a orientação sexual é um fato tão natural como a pigmentação dermatológica, não há nada de que ter orgulho. Podemos sentir orgulho da carreira que fomos construindo: do livro que escrevemos, da música que compusemos. O orgulho pressupõe mérito. E o mérito pressupõe escolha. Na sexualidade, não há escolha.Infelizmente, o mundo não concorda. Os homossexuais existem e, mais, existe uma forma de vida gay com sua literatura, sua arte. Seu cinema. O Festival de Veneza, por exemplo, pretende instituir um Leão Queer para o melhor filme gay em concurso. Não é caso único. Berlim já tem um prêmio semelhante há duas décadas. É o Teddy Award.Estranho. Olhando para a história da arte ocidental, é possível divisar obras que versaram sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo. A arte greco-latina surge dominada por essa pulsão homoerótica. Mas só um analfabeto fala em "arte grega gay" ou "arte romana gay". E desconfio que o imperador Adriano se sentiria abismado se as estátuas de Antínoo, que mandou espalhar por Roma, fossem classificadas como exemplares de "estatuária gay". A arte não tem gênero. Tem talento ou falta de.E, já agora, tem bom senso ou falta de. Definir uma obra de arte pela orientação sexual dos personagens retratados não é apenas um caso de filistinismo cultural. É encerrar um quadro, um livro ou um filme no gueto ideológico das patrulhas. Exatamente como acontece com as próprias patrulhas, que transformam um fato natural em programa de exclusão. De auto-exclusão. Eu, se fosse "homossexual", sentiria certa ofensa se reduzissem a minha personalidade à inclinação (simbólica) do meu pênis. Mas eu prometo perguntar a um "homossexual" verdadeiro o que ele pensa sobre o assunto, caso eu consiga encontrar um no planeta Terra.

by JOÃO PEREIRA COUTINHO ouvia ao escrever. I will survive (Gloria Gainor)

Ainda sobre o tema, apresento-lhes um péssimo, desastroso e inaceitável exemplo de magistrado. Se membros do poder judiciário pensam e pior decidem desse jeito, temos muito pelo que temer nesse país. Clique aqui para ler a sentença que torna o preconceito justo no Brasil.
By Nielsen Sobrinho Amaral OAB 781-AP

03/08/07

Ele e a Lua (Amor na Fazenda)


Foi amor à primeira vista. Ela era linda, acomodada com seus pais na carroceria do caminhão, chegando à fazenda, já no finzinho da tarde. Parecia assustada, bem branquinha como a neve, bem diferente das outras que conhecia. Desceu do caminhão e olhou admirada, meio que de um só fôlego, a grandiosidade da fazenda. Ele percebeu que ela mirava o campo e o pasto, imenso e vasto cheio de frondosas árvores apinhadas de incontáveis ninhos de japins. Ela é romântica e presa liberdade pensou, pois, só se dirigiu ao seu novo lar quando o Osvaldo - o capataz, a tirou do transe, seguindo-o com seus pais para área dos fundos da casa grande.
Ela tinha um misto de quietude e timidez que o excitava, e pela primeira vez estava apaixonado. Não era como as outras que descaradamente abanavam o "rabo" para mais uma trepada assim que colocavam os olhos no sinhozinho. Não... aquela era diferente... pura, intocada nada sabia da vida ou do amor de um jovem, todavia, homem no mais viril que tal palavra pode exprimir.
Como quem não quer nada perguntou ao capataz o nome de seu afeto.
- É Lua patrãozinho.
- Lua? Diferente mas apropriado. É branca e serena como Lua Osvaldo.
- Bonita de danar não acha patrãozinho?
Ele apenas gesticulou com a cabeça engolindo um bom bocado de saliva.
- É uma potranca linda. Zezão vai se fartar nessas carnes, e melhor de tudo... É virgem sinhozinho... Um pitel!
- Éh! Tem cara mesmo de ser virgem, mas pro Zezão, logo ele? Aquele garanhão miserável pensou.
- Coisa do Coronel sinhô seu pai, assim determinou quando mandou trazer toda a família.
- É bem o estilo dele mesmo, acostumado a comprar tudo e todos, mandando e desmandando na vida de tudo que o cerca!
- Mas ele é o patrão sinhozinho ele manda mesmo em tudo.
- Manda em você que é empregado, em mim não!
Saiu deixando a conversa com Osvaldo pelo meio.
Ao escurecer, após o jantar, saiu da casa grande olhando para os lados com cautela para ver se ninguém estava por perto. E pois-se a procurá-la.
O destino estava a seu favor, Lua estava sozinha e destraída dentro do curral, olhando os numerosos cavalos puro sangue. Não percebeu a chegada dele.
Era a visão mais linda que ele já havia visto, seu amor ali, tranqüilo e quieto no meio dos cavalos. Chegou por trás, suando frio, afagou-lhe a cabeça gentilmente, ela o fitou inespressiva.
Que traseiro que ancas maravilhosas ela tinha; fortes proeminentes, empinadas. Era realmente uma potranca como falou Osvaldo e de crina de um branco alourado longa e vistosa. Sentiu-se um bruto por pensar em seu amor daquele jeito rude, porém, o tesão falou mais alto, normalmente seria romântico mas aquela docilidade e pureza que ela irradiava do olhar o enlouquecia de tal forma, que a pegou a força.
Ela assustou-se mas não protestou. Com suas másculas mãos grandes e ávidas explorou-lhe todo o corpo, apertando-a contra seu membro túrgido, doloridamente entumecido, tocou-lhe nas partes pudentas e percebeu que era suculentamente grande e carnuda. Ensandecido e ofegante, abaixou as calças tão apressadamente que a fivela do sinto rompeu-se, e segurando-a por trás e pelo quadril penetrou-a de uma vez só, sem pena, isento piedade. Ela por sua vez apenas estremeceu e nem um gemido ou mínimo som se quer emitiu. Sim, era virgem, sentiu o romper e o abrir daquela inexplorada fenda macia e quente, agora era sua fêmea e foda-se o Zezão pensou, ela é minha só minha, quem é o garanhão aqui sou eu .
De repente ouve a voz irada do pai atrás de si.
- Filho da puta, desgraçado você é um tarado, de novo nessa sacanagem? Quantas mais você vai desgraçar seu miserável? Já pra dentro de casa seu puto! Diacho de vida sô, tanta rapariga-moça na fazenda e tu, miserável, comendo as minhas éguas quarto de milha!
Ele saiu correndo com as calças pelo meio das pernas em direção a casa grande, e o pai, atrás, de cinta na mão, trovejando os piores impropérios.


Ouvia ao escrever Comes Love by Joni Mitchell

02/08/07

ExtrA Extra NÃO PERCAM


O QUE A GENTE NÃO FAZ ... POR UMA LOIRA GOSTOSA E CASADA (hmmm delícia, minha preferência!), ops QUIS DIZER PELA CULTURA MEU POVO , PELA CULTURA! Arraza Kiara!